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Máquinas são diferentes dos humanos? Estudo aponta 8 diferenças entre nós e a IA

A realidade conflitante de humanos e máquinas tornou-se um tópico de fascínio e debate com o advento de modelos de linguagem avançados como o ChatGPT. Até onde vai a inteligência artificial? Uma recente pesquisa da Universidade de Cincinnati, liderada pelo professor de filosofia e psicologia Anthony Chemero, traz uma perspectiva crítica e esclarecedora sobre esta questão.

Neste artigo você encontra alguns pontos levantados que podem nos ajudar a ter um pensamento crítico sobre essa tecnologia.

Inteligência artificial: Impressionante. Só isso.

A inteligência artificial, especialmente na forma de modelos de linguagem como o ChatGPT, podem gerar textos e imagens impressionantes, mas esses sistemas não contam com um verdadeiro entendimento e consciência. Enquanto humanos vivenciam o mundo através de experiências corporais e emoções, a inteligência artificial opera em um plano puramente computacional, estabelecendo uma diferença fundamental entre a IA e inteligência humana.

Uma das principais críticas levantadas pelo estudo é que a capacidade da IA de “inventar” ou “alucinar” não se equipara à inteligência humana. Os seres humanos possuem uma conexão profunda com o mundo, ancorada na corporeidade e nas interações emocionais, já a inteligência artificial, apesar de sua utilidade, não possui elementos essenciais como cuidado, instinto de sobrevivência e preocupação com o mundo.

Um aspecto preocupante dessa tecnologia é a sua tendência a propagar preconceitos. Ao gerar textos, a IA pode produzir conteúdos tendenciosos ou até prejudiciais, sem ter consciência do impacto dessas informações, ao contrário de um humano, que tem a habilidade de ponderar sobre esses conteúdos. Essa capacidade de reproduzir e amplificar vieses existentes na sociedade é uma das maiores preocupações éticas associadas à tecnologia de IA.

As reações em relação ao assunto são variadas entre líderes tecnológicos, políticos e o público em geral. Enquanto alguns veem essa tecnologia como uma ferramenta vantajosa com potencial para transformar a sociedade, outros temem que ela possa, de alguma forma, superar a humanidade. Esse debate reflete a complexidade e a importância de entendermos realmente o que a inteligência artificial é e o que não é.

Segundo Chemero, o entendimento de uma ferramenta de IA é comprometido por confusões linguísticas. Ao usarmos termos como “inteligência” para descrever a esses sistemas, criamos uma equivalência equivocada com a inteligência humana, e é bom lembrar que uma IA pode, sim, “mentir” e “enganar” como seus criadores, mas isso não a torna inteligente no sentido humano.

Uma das principais diferenças entre a cognição humana e a IA é a corporeidade. Nós, seres humanos, estamos sempre imersos em ambientes materiais e culturais, cercados por outros seres humanos, estabelecendo uma interação constante, o que faz nos preocuparmos com nossa sobrevivência e com o mundo ao nosso redor. Em contraste, os LLMs não estão realmente “no mundo” e não têm preocupações ou compromissos.

A verdadeira natureza da inteligência artificial

A pesquisa de Chemero reforça que, embora os LLMs sejam criações tecnológicas impressionantes, eles não substituem todas as teorias científicas da cognição. Para entender verdadeiramente a cognição, devemos focar nos seres humanos como animais sociais e corpóreos, inseridos em contextos materiais, culturais e tecnológicos.

Mesmo com todas as suas capacidades notáveis, a inteligência artificial permanece fundamentalmente diferente da inteligência humana, e pra fechar, vamos resumir 8 contrapontos entre humanos e máquinas trazidos neste artigo para que nos fazem pensar sobre o que nos diferencia das máquinas.

…E talvez sejamos muito mais parecidos com as máquinas do que pensamos! Duvida? Clica aqui!

Humanos vs. Máquinas: 8 diferenças

  1. Compreensão e Consciência: Enquanto a IA pode gerar textos que parecem inteligentes, ela não possui verdadeira compreensão ou consciência. Os textos gerados são baseados em padrões estatísticos, sem uma real compreensão do significado.
  1. Experiências Corporais e Emoções: Humanos têm uma inteligência profundamente enraizada em experiências corporais e emoções. A IA, por outro lado, opera sem um corpo físico ou experiências emocionais, tornando-a fundamentalmente diferente da inteligência humana, criando sentidos difíceis de serem análogos aos humanos.
  1. Cuidado e Sobrevivência: Humanos possuem instintos de sobrevivência e preocupação com o mundo ao seu redor. A IA não tem essas preocupações ou instintos, funcionando sem um sentido de cuidado ou sobrevivência.
  1. Reprodução de Preconceitos: A IA pode inadvertidamente propagar preconceitos e produzir conteúdo prejudicial, refletindo os vieses presentes nos dados com os quais foi treinada. Ela não possui a consciência para discernir ou corrigir esses vieses.
  1. Corporeidade: A cognição humana é influenciada pela corporeidade – estar fisicamente presente e interagir com o ambiente. A IA, como um sistema computacional, não possui essa conexão física com o mundo.
  1. Conexão Material e Cultural: Os humanos estão inseridos em contextos materiais e culturais, que moldam sua cognição. A IA não participa desses contextos da mesma forma, operando em um ambiente virtual sem interação material ou cultural real.
  1. Preocupação com o Mundo: Humanos têm uma relação intrínseca com o mundo ao seu redor, moldada por fatores sociais, ambientais e culturais. A IA não possui essa relação ou preocupação, funcionando sem um compromisso com o mundo exterior.
  1. Natureza da Inteligência: A inteligência da IA é diferente da humana em sua essência, podendo ser considerada “inteligente” em termos de processamento de dados e geração de texto, mas esta forma de inteligência é distinta da inteligência humana multifacetada.

Por mais que uma tecnologia possa avançar, o melhor uso vai depender de como nos relacionamos com ela, sabendo que somos fundamentalmente diferentes e que, portanto, por mais que as coisas mudem em questões práticas, não parece que seremos substituídos integralmente.

Fonte: Neuroscience News / Artigo Nature completo

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