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Marvel sofre ataques por uso de Inteligência Artificial na abertura da série ‘Secret Invasion’

Inteligência artificial e super-heróis combinam? Há controvérsias. A mistura dessa tecnologia nos filmes da Marvel está dando o que falar!

O universo Marvel está enfrentando uma onda de críticas por causa do uso de inteligência artificial (IA) para a criação dos créditos de abertura da série Secret Invasion, que acabou de estrear no Disney+. Afinal, quando o avanço tecnológico esbarra na ética do trabalho humano, a coisa fica séria. Vamos entender melhor essa treta?

O que rolou…

Então, Secret Invasion é essa série nova da Marvel que estreou no Disney+ recentemente. Não, não vamos dar spoilers aqui! Mas só para situar, e independente das críticas, é preciso comentar que tem cenas gloriosas entre Olivia Colman e Samuel L Jackson no papel do icônico Nick Fury. Acontece que, quando o diretor da série, Ali Selim, concedeu uma entrevista ao Polygon, acabou revelando que a sequência de abertura foi produzida por uma inteligência artificial operada pela empresa Method Studios.

E o que a inteligência artificial fez de tão especial? 

A IA gerou o que parece ser uma metamorfose de aquarelas dos principais personagens da série. Esse efeito tem tudo a ver com a trama, que envolve a invasão da Terra pelos “Skrulls“, alienígenas capazes de mudar de forma.

Selim explicou que tudo saiu dessa identidade “mutante” do mundo Skrull. “Quem fez isto? Quem é? ”, – tenta ilustrar Selim.  

Como muitas pessoas, Selim disse que não “entende realmente” como a inteligência artificial funciona, mas viu a possibilidade de que essa tecnologia pudesse traduzir a sensação de mau presságio que ele queria para a série. “Falávamos com eles sobre ideias, temas e palavras, e então o computador desligava e fazia alguma coisa. E então poderíamos mudar um pouco usando palavras, e a coisa mudaria.” – disse Selim, admitindo que ficou fascinado. 

Essa coisa de IA parece mesmo mágico, né, Selim?!

Mas parece que nem todo mundo achou tão mágico assim usar a inteligência artificial…

O uso de IA nos créditos de abertura não agradou a galera das redes sociais. A revolta veio por supostamente privar designers gráficos e animadores de trabalhar nesse projeto. 

Jeff Simpson, que integrou a equipe de desenvolvimento visual de Secret Invasion, se manifestou via Twitter. “Estou devastado, acredito que a IA seja antiética, perigosa e projetada exclusivamente para eliminar carreiras artísticas“, escreveu ele.

Selim, por outro lado, vê a tecnologia de maneira mais otimista. Para ele, a IA é uma ferramenta artística potencial: “É exploratória, inevitável, empolgante e diferente”, defendeu. Entretanto, alguns espectadores em potencial discordaram. “Então a Marvel realmente usou a IA para fazer a introdução de Secret Invasion… acabou tudo”, tuitou o cineasta Brian Long. Outro usuário escreveu: “Eu realmente amei o primeiro episódio de Secret Invasion, mas eles usarem ‘arte’ de IA para a introdução é simplesmente bizarro. Melhore, Marvel.”

Jon Lam, artista de storyboard, reforçou a crítica chamando a decisão de “sal na ferida” para todos os artistas e escritores da greve da Writers Guild of America (WGA). Ele se referia às preocupações em relação ao uso da inteligência artificial como parte das negociações em andamento entre a Association of Motion Picture and Television Producers e a WGA, em greve há oito semanas. As propostas recentes da WGA incluíram proteções contra a essa tecnologia para escritores, um tema cada vez mais frequente na discussão.

Reafirmando seu posicionamento, retuitando o tweet de Brian Long, escreveu: “Estarei boicotando Secret Invasion. Um tapa na cara dos artistas e da greve do WGA.”

Outro caso que a inteligência artificial incomodou

Não é a primeira vez que isso acontece. A editora Bloomsbury já havia causado polêmica em maio, ao admitir o uso de inteligência artificial para criar a capa do livro de fantasia House of Earth and Blood, de Sarah J Maas. 

A questão, no fim das contas, é: onde desenhamos a linha entre o avanço tecnológico e a preservação do trabalho humano?

Precisamos falar sobre isso. Mais e mais.

Fonte: The Guardian

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