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Inteligência Artificial x Inteligência Humana

Ouvi esses dias “Essa inteligência artificial dá medo!”. E depois deste papo informal, me peguei pensando: É medo ou preguiça?

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Com a inteligência artificial precisamos aprender a perguntar melhor, e para isso, o que sabemos (e o que vamos aprendendo) vai subindo de nível… a cada nova resposta de uma inteligência artificial, como o ChatGPT, é um novo degrau que temos que subir para otimizar o resultado de nossas interações com a máquina.  Estamos sendo obrigados a aprender a aprender, mais, e mais rápido. Isso pode dar uma preguicinha muito mais do que medo. Saem de cena as desculpas para não adquirir mais conhecimento.

Ficou mais fácil aprender com inteligência artificial? 

Na nossa jornada de desenvolvimento profissional, e até pessoal, investimos muito tempo e dinheiro para estar em contato com especialistas. Desta perspectiva, pela primeira vez é como se tivéssemos acesso a muitos especialistas em um só lugar, em uma velocidade antes impensável.  Mas tal qual em um contato com um especialista, precisamos de questionamentos melhores se quisermos respostas melhores. É assim desde a universidade, ou até antes… Ou não? 

Saem de cena também as justificativas para não produzirmos mais em alguns casos. Já que, abastecidos do básico, cabe a nós refinar as entregas da inteligência artificial. Será que não é também uma oportunidade de nos tornarmos especialistas mais rapidamente, já que estaremos aprimorando resultados que em si já podem ser satisfatórios e que agora têm a chance de ir para níveis mais altos?

Além disso, estamos sendo obrigados a ter uma comunicação clara se quisermos bons resultados da máquina. Quanto mais objetivos e específicos formos, melhor é o resultado de nossas solicitações. Isso também não nos ajuda nas interações cotidianas em equipes e no mercado, de forma geral? 

Tem como ignorar a inteligência artificial?

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Por fim, e talvez o mais importante, não parece que haverá um retrocesso neste aspecto. Como em tantos outros momentos da nossa história, evitar utilizar ou aprender sobre as possibilidades da inteligência artificial não vai evitar que ela esteja cada vez mais presente. Pelo contrário, evitar parece até perigoso. Porque só se pode questionar o uso apropriado de algo que conhecemos muito bem. 

As pautas sobre os limites éticos, sobre o lugar do ser humano e o lugar da máquina, os direitos e as oportunidades… nenhuma dessas discussões serão colocadas da maneira correta se as questões forem levantadas por quem se posiciona resistente a ponto de não ter nem contato, que dirá buscar compreender as falhas e usos inadequados.

Estamos falando de inteligência artificial, e inteligência não é consciência! Precisamos lembrar disso na hora de impor nosso lugar diante dessa evolução digital, para que saibamos extrair o que há de melhor para nossa própria evolução enquanto indivíduos, enquanto sociedade.

Não temos que nos render a tecnologia nenhuma, mas precisamos entender que o nosso ambiente está transbordando de evoluções tecnológicas de efeitos inelutáveis. Quanto mais resistimos, mais damos chance de quem não resiste usar como bem entender. E se todos sentiremos os impactos, direta ou indiretamente, é melhor que a gente se aproxime dessa inteligência artificial a ponto de saber bem sobre o que está falando.

o que é e como usar inteligência artificial?

Usar ou não usar? Quais são os tipos de inteligência artificial disponíveis? Todas elas são iguais ao ChatGPT? Como esses sistemas nos entendem? Como podemos nos beneficiar deles? Como podemos melhorar as respostas, nossas e das máquinas? Quando eles começar a nos ameaçar, se é que o fazem? Como essas ferramentas podem colaborar para minimizar os abismos entre nós? Quais os limites do uso? E do não-uso? Quando as crianças devem ter contato com isso no processo educacional? Como saber quando estamos falando com uma máquina ou com um humano?

…Essas perguntas não têm fim. Tampouco existem respostas definitivas. As questões estão abertas, nos convidando para entrar.

Flaw Bone

Flaw Bone

Pesquisadora, curiosa e comunicadora | Filosofia Prática - UFRJ 🙃
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